Quarta-feira, 07 de junho de 2017
 

Presidente do Salgueiro fala sobre polêmica da buzina e cita Zé do Rádio

"O Sport reconheceu que Tarcísio é mais chato do que Zé do Rádio", afirma José Guilherme da Luz, lembrando do folclórico torcedor rubro-negro


Por Emerson Rocha

A polêmica envolvendo a entrada de buzinas na final do Campeonato Pernambucano entre Salgueiro e Sport, prevista para acontecer no dia 18 de junho, no estádio Cornélio de Barros, vem dando o que falar. Ao GloboEsporte.com, o presidente do Carcará, José Guilherme da Luz, disse que não está preocupado com a presença ou não do objeto durante a decisão do estadual. No entanto, o cartola salgueirense aproveitou para dar uma cutucada no Leão. Para isso, lembrou de Zé do Rádio, um dos torcedores mais conhecido do rubro-negro.

José Guilherme, presidente do Salgueiro, falou sobre a polêmica da buzina na final do Pernambucano (Foto: Reprodução/ TV Grande Rio)

– Eu não acho nada (sobre a decisão do Sport em entrar na justiça para barrar a buzina). A gente está preocupado com o jogo, com dia do jogo, estrutura do estádio, o gramado. Se preocupar com uma buzina… Várias vezes nós jogamos em Recife e tinha Zé do Rádio, e nunca nos preocupamos com isso. Não foi só o treinador do Salgueiro que foi importunado por Zé do Rádio. Até o treinador da seleção brasileira disse que Zé do Rádio era o torcedor mais chato do Brasil. Acho que até isso o Sport conseguiu tirar: um torcedor seu ser o mais chato do Brasil. O Sport reconheceu que Tarcísio (da Buzina) é mais chato do que Zé do Rádio porque até na justiça entrou – afirma Zé Guilherme.

Falecido em maio de 2015, Zé do Rádio ficou famoso por importunar os técnicos rivais durante as partidas na Ilha do Retiro. Se do lado do Salgueiro Tarcísio faz muito barulho com sua buzina, Zé enlouquecia os treinadores visitantes com seu aparelho de som potente, que ficava bem atrás do banco de reservas do rival. José Guilherme acredita que figuras como Zé do Rádio e Tarcísio da Buzina fazem parte do folclore do futebol e não influenciam nos resultados das partidas.

– Se Tarcísio quiser, a gente vai dar suporte jurídico e vai prosseguir até a última instância. Mas, se Tarcísio não quiser, se conformar com isso aí, não tem problema. A buzina não faz a gente ganhar ou perder. Aquilo é só um momento folclórico. Eu acho que o Maracanã com cem mil pessoas faz mais barulho do que a buzina de Tarcísio, e o Sport não entra na justiça pra botar só 20 mil pessoas no Maracanã, Morumbi, Arena do Corinthians. Se você medir os decibéis em uma Arena dessa aí… a própria Ilha do Retiro faz mais barulho do que a buzina.

Sobre a final, que pode render o primeiro título pernambucano da história do Salgueiro, José Guilherme disse que está esperando uma decisão oficial da CBF sobre a data da partida. Por enquanto, no site da instituição, o dia 18de junho aparece como data para o confronto do Carcará contra o Cuiabá, pelo Campeonato Brasileiro da Série C.

– Nossa preocupação é com o jogo, com a data, que até agora não está confirmada no site da CBF. Nem no site da Federação ( Pernambucana), mas como a Federação em várias entrevista diz que foi marcado para o dia 18 porque o Brasileiro tem preferência e é hierarquicamente superior ao Pernambucano, então, praticamente está confirmado o jogo contra o Cuiabá porque no site da CBF está marcado o Cuiabá. Até agora a Federação não confirmou e a CBF não confirmou. A gente está preocupado é com isso aí, não com buzina - finaliza José Guilherme.

 
 

 

 
 

 

 

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