Domingo, 23 de abril de 2017
 

Evandro Guimarães vibra com vaga do Salgueiro na final do Pernambucano

"Quando nós saímos do Arruda, algo me tocou e eu falei: nós vamos para final", afirmou o técnico do Carcará do Sertão, após a vitória de 2 a 0 contra o Santa Cruz

Evandro Guimarães avaliou os pontos que levaram o Salgueiro para a final do Pernambucano
(Foto: Marlon Costa / Pernambuco Press)

O Salgueiro conseguiu reverter a vantagem do Santa Cruz e está classificado para a final do Campeonato Pernambucano. Está será a segunda vez que o Carcará do Sertão vai decidir o título estadual. Com a vitória por 2 a 0, o time alcançou a classificação sem precisar passar pelo sufoco das cobranças de pênaltis. Emocionado, o técnico Evandro Guimarães disse que sentiu que este seria o destino da partida assim que acabou o jogo do Arruda, quando o Santa venceu por 1 a 0.

– Quando nós saímos do Arruda, na saída dos vestiários, algo me tocou e eu falei: nós vamos para final. Em casa vai ser muito difícil. E nossa equipe imprimiu um ritmo muito difícil, muito bom e fizemos, graças a Deus, um resultado que não precisou nem ir para os pênaltis. E eu falei para um amigo que não ia para os pênaltis – conta o treinador.

Evandro destacou a brilhante campanha que o Salgueiro vem fazendo desde o início do Campeonato Pernambucano. O time foi campeão do primeiro turno, quando só havia equipes do interior, e liderou com folga o hexagonal do título. O treinador do Carcará também parabenizou o Santa Cruz.

– O Santa Cruz está de parabéns. Não é demérito perder para nós. Fizemos uma grande campanha e fomos premiado com a final. Daqui a pouco baixa a adrenalina e a comemoração, porque temos que comemorar e agradecer a Deus, mas daqui a pouco vamos pensar nos jogos finais. Estamos focados e preparados para isso.

Veja abaixo outros temas abordados na entrevista coletiva do treinador do Salgueiro:

Intensidade de jogo

– Eu falei para os atletas que nós tínhamos uma intensidade e tínhamos que usar essa intensidade. Eu não sabia se o Santa Cruz conseguiria suportar por dois tempos. Começamos a trabalhar muito. Puxei o Toty para a linha, tirei o Tamandaré que é um atleta que estava no limite e botei o Jean (autor do segundo gol) que foi a nossa grande puxada.

Apoio da torcida

– Eu avalio como muito importante. Eu sou coach, tenho que vir na frente, e quando nós chegamos na frente do estádio e sentimos aquele calor da torcida, eu falei par meu assistente: nós vamos ganhar esse jogo, não vamos nem para pênaltis. Nós estávamos muito contagiados, mas não emocionados. Chegamos no vestiário e tinham homenagens das famílias. Isso tudo às vezes faz um bem, mas não é tão positivo no estado psicológico, o mental do atleta. Eu pedi para que todos absorvessem aquilo porque a família é nosso projeto e que todos nós tivéssemos um dia feliz, que trabalhasse feliz, que trocasse passe e tentasse o gol a todo tempo. Que fizesse desse o jogo da vida deles. Graças a Deus nós fomos premiados com final. Eu acho que foi merecido. Os números do Salgueiro dizem isso, o percentual de vitórias, de acerto, de desempenho do Salgueiro ele traduz agora na final.

Favoritismo na final

– Decidi em casa não é favoritismo. Favoritismo é se a gente jogasse por dois resultados iguais ou alguma coisa assim que fosse mais tranquilo. Mas é assim, nós chegamos na grande festa, na grande final. E eu vi há pouco tempo um de vocês (jornalistas) falando que, na última final, o Tamandaré disse que nós chegamos muito longe. Nós não chegamos muito longe, não. Nosso objetivo é alcançar o título e nós vamos buscar o título se Deus quiser.

Motivação

– Eu sou um treinador jovem, mas tenho algumas experiências. Em 2015 fui para final do Campeonato Baiano, claro que em uma final se envolve muitas coisas para você ganhar ou não. Quando sai do vestiário contra o Santa Cruz, eu abracei meus atletas e falei que eles ficassem tranquilos e pedi que os corações deles ficassem em paz porque nós iríamos fazer a final da competição. Com aquele resultado (1 a 0), eles não iam nos vencer na nossa casa. Pedi para que eles não viessem abatidos na viagem. Falei para eles sorrirem. Eu agradeço muito a Deus pelo que ele tem feito a minha vida.

Acerto com o Salgueiro e não a outros clube

– O Carlos (José – gerente de futebol) é um amigo. Eu estava no jogo da Copa do Brasil (com a Juazeirense-BA) contra o Botafogo, nós tínhamos passado da primeira fase, e recebi uma ligação do Carlos. Eu estava antecedendo o jogo e recebi a ligação dele. O que me fez escolher o Salgueiro foi a estabilidade de dar continuidade aos trabalhos dos treinadores. O (Marcelo) Chamuscas, que é um amigo, aqui esteve e fez o trabalho dele, o (Sérgio) China, todos esses treinadores me deram um espelho que eu poderia vir para cá e tentar alguma coisa melhor. Não a bola bater na trave e você arrumar as malas e ir embora. A bola bate na trave, entra e sai e a pessoa tem que entender o rendimento do grupo. O Salgueiro hoje joga futebol. O Salgueiro sempre foi um time bom, de qualidade. Eu fico feliz e penso que a minha escolha foi acertada e também acertado em não ter saído nas três, quatro propostas que tive durante a competição. Eu sempre falei para os atletas que eu tinha no coração que nós iríamos para a final da competição.

 
 

 

 
 

 

 

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